segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

ES: Escola Viva abre porta para a terceirização da educação pública no Estado

(...) No Espírito Santo, o movimento de fechamento de escolas tem atingido, sobretudo, as unidades rurais, que têm menos alunos. A justificativa do governo é a de que é preciso cortar gastos e que o custo das escolas estaria elevado. A matemática do governo é simples e visa a economia. Em vez de manter duas escolas funcionando com número reduzido de alunos, por que não "amontoar" todos numa mesma escola e cortar os custos pela metade? Para fechar essa conta, não importa se a comunidade já tem uma ligaçào histórica com a escola ou se, no caso das áreas rurais, o aluno terá de enfrantar 10 ou 15 Km de estrada de chão, muitas vezes intrasitável, para chegar à escola localizada na sede do município.
(...) Além do programa servir como vitrine do governo, o que vêm preocupando ainda mais alunos e pais são os objetivos que podem estar por trás dessa movimentação. A impressão dos meios políticos é de que este seja o primeiro passo para que governo dê início ao um processo parecido com o que vem ocorrendo em Goiás, com a terceirização das escolas, ou em São Paulo, que só foi abortado por causa da ocupação das escolas.

Fonte / Link: Século Diário