(...) Ter de superar dificuldades geográficas até para se inscrever em um concurso de vestibular talvez seja apenas a ponta de um iceberg para centenas de jovens quilombolas em todo o território paraense que almejam obter um diploma de nível superior. Para quem teve de superar dificuldades como morar em comunidades em que o ensino vai apenas até a quarta série, muitas vezes em locais de difícil acesso e até sem energia elétrica, ter apenas a internet como forma de inscrição a um processo seletivo só demonstra o afastamento da realidade vivida pela comunidade universitária frente a diversas populações tradicionais.
Diário do Pará